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“Pessoas vão morrer ano que vem”, alerta vereador sobre epidemia de dengue em Campo Grande
Entre 69 regiões da Capital, apenas 8 estão livres do perigo
Sonora News Sonora - MS
Postada em 29/11/2018 ás 12h46 - atualizada em 29/11/2018 ás 12h49
“Pessoas vão morrer ano que vem”, alerta vereador sobre epidemia de dengue em Campo Grande

Foto: Divulgação

Em tom de alarme, o vereador Dr. Lívio (PSDB) levantou o debate na Câmara Municipal de Campo Grande na manhã desta quinta-feira (29) sobre o perigo de infestação do mosquito Aedes Aegypti. O vereador apresentou dados do Lira (Levantamento Rápido de Índices por Aedes aegypti) da primeira semana de novembro, que mostra que entre 69 regiões da Capital, apenas 8 estão livres do perigo.


O documento colhe dados sobre a incidência do mosquito em cada uma das 69 regiões atendidas por unidades básicas de saúde. Destas, 27 regiões correm risco de infestação do mosquito, 34 regiões ficam em alerta e apenas 8 estão com índices satisfatórios. O vereador admite que foi alarmista no debate, mas acredita que muita gente pode sofrer com a epidemia. “A Prefeitura que prepare soro, sangue, paracetamol e colchões, vamos cobrar que população se conscientize”. Assustado com os números, o vereador frisou que além da falta de conscientização da população, o município não tem estrutura para prover assistência em uma possível epidemia. “Pessoas vão morrer ano que vem”, ressalta.


Outro fator lembrado pelo vereador foi de que a última epidemia de dengue aconteceu em 2013. Ele explica que o mosquito tem ciclos de infestação e que o próximo deve acontecer em 2019. “É praticamente certo que teremos epidemia grave de dengue, zica e chikungunya, mas especialmente a dengue”, disse o vereador.


Na Câmara, outros colegas debateram a questão. O vereador Enfermeiro Fritz (PSD) explica que 80% dos focos são encontrados em residências e, que se a população não colabora, o poder público não tem condições de fazer toda a prevenção sozinho.


Para o vereador Ademir Santana (PDT), o poder público precisa disponibilizar lugares para o descarte de entulho, já que o lixo é responsável pelo acúmulo de água, se tornando um criadouro do mosquito. “Hoje só temos dois ecopontos e locais privados são muito caros”, disse.


Regiões em perigo


De acordo com o Lira, entre as regiões com alto risco de infestação do mosquito, estão as proximidades das seguintes UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e UBSFs (Unidade Básica de Saúde da Família) Paradiso, Jardim Azaléia, Alves Pereira, Mata do Jacinto, Vila Fernanda, Universitário, Caiçara, Cruzeiro/Autonomista, Cohab, Aero Rancho IV, Jockey Club, Albino Coimbra, Vila Corumbá, Carlota, Vida Nova, Estrela do Sul, Nova Lima, Maria Aparecida Pedrossian, Macaúbas, Moreninha, Dona Neta, Coophavila II, Jardim Antártica, Bela Vista/Jardim dos Estados, Iraci Coelho, 26 de Agosto e Botafogo.

FONTE: Midiamax
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