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Caso Vitória: acusada de participar do crime faz exames no IML e diz que vai 'provar inocência'
Mayara Borges, o companheiro e um amigo estão presos desde junho. Eles são acusados de matar a menina Vitória Gabrielly em Araçariguama (SP). Trio passou por exames na manhã desta sexta-feira (20), em Sorocaba (SP).
Sonora News Sonora - MS
Postada em 20/07/2018 ás 12h33
Caso Vitória: acusada de participar do crime faz exames no IML e diz que vai 'provar inocência'

Foto: Divulgação


Os três acusados da morte da menina Vitória Gabrielly, de 12 anos, foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba na manhã desta sexta-feira (20), onde passaram por exames. Presos desde junho, o servente de pedreiro Júlio César de Lima Erguesse e o casal Bruno Marcel de Oliveira e Mayara Borges de Abrantes serão levados para a penitenciária de Tremembé nesta sexta.






Enquanto estava dentro da viatura da Polícia Civil, Mayara se irritou com a presença da imprensa. Ao ver que estava sendo filmada, disse ao policial que tentou fechar o porta-malas da viatura: "Deixa eles filmarem. Vou provar a minha inocência. Deixa eles filmarem."




Quando foi questionada pelo produtor da TV TEM se era inocente, Mayara respondeu, enquanto acendia um cigarro: "Eu sou inocente e vou provar isso".




Em seguida, o companheiro dela, Bruno Marcel, saiu do IML. Depois de passar pelos exames, o trio foi conduzido à Delegacia Seccional de Sorocaba.  



O Ministério Público denunciou na segunda-feira (16) o trio por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver.




Segundo a investigação da polícia, Vitória Gabrielly foi morta por engano. O alvo seria a irmã de um rapaz que devia dinheiro a um traficante. A promotoria alega que os três cometeram o crime mesmo sabendo que era a vítima errada. 




Frieza extrema



Na denúncia do MP, à qual a TV TEM teve acesso, os promotores fundamentaram o pedido de prisão preventiva com informações sobre a personalidade dos suspeitos.




A promotoria afirma que os réus se mostram incapazes de conviver em sociedade, que têm "traços de personalidades animalescas" ao sequestrarem a menina de apenas 12 anos, e "frieza extrema" na execução do crime. Ainda conforme o documento, a menina Vitória Gabrielly foi morta pelos suspeitos para esconder o sequestro.




Morte por engano




A possibilidade de a menina ter sido morta por engano era investigada desde o início dos trabalhos da Polícia Civil. A linha de investigação foi confirmada a partir do depoimento de uma testemunha, ouvida no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), na capital.




A testemunha, que teve a identidade preservada, afirmou que devia cerca de R$ 7 mil a um traficante e que tem uma irmã com as mesmas características da menina Vitória.






FONTE: G1
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